Published on outubro 11, 2023, 1:02 pm

TLDR: A política externa brasileira demonstra uma postura ambígua em relação ao conflito entre Israel e Palestina, evitando classificar o Hamas como grupo terrorista. Essa posição contrasta com a dos países ocidentais, colocando o Brasil em risco de se isolar internacionalmente. É preocupante a dificuldade da esquerda brasileira em se posicionar nesse conflito e defender grupos fundamentalistas como o Hamas. O Brasil poderia desempenhar um papel positivo na busca pela paz, mas falha em ser imparcial e revela sua simpatia pelos palestinos.

A política externa brasileira mais uma vez se mostra ambígua em questões sensíveis e relevantes no cenário internacional. O governo Lula adotou uma postura duvidosa em relação ao Hamas, evitando classificar como terrorismo o ataque e assassinato de civis praticados pelo grupo fundamentalista palestino.

Essa posição contrasta com a postura dos países europeus e dos Estados Unidos, que são unânimes ao repudiar os atos terroristas do Hamas. Mais uma vez, o governo Lula se afasta do mundo ocidental, com o qual temos fortes laços culturais e valores comuns, incluindo a condenação ao terrorismo.

O Brasil corre o risco de se isolar até mesmo na América Latina. Durante o último debate presidencial na Argentina, os três principais candidatos prestaram solidariedade a Israel e classificaram os atos do Hamas como terrorismo. Essa mesma posição foi adotada por Cristina Kirchner em nota divulgada à imprensa. Aliás, o candidato peronista afirmou explicitamente que, se eleito, a Argentina considerará formalmente o Hamas como grupo terrorista.

Lula evitou mencionar o autor dos ataques terroristas, ou seja, o Hamas. Em suas redes sociais, ele expressou estar “chocado com os ataques terroristas contra civis em Israel, que causaram inúmeras vítimas”. A nota oficial divulgada pelo Itamaraty demonstrou falta de diretriz clara do governo sobre essa questão. Essa indefinição abriu espaço para acusações por parte dos bolsonaristas de que o governo está aliado ao Hamas.

Outros membros do governo Lula minimizaram a condenação ao Hamas e até mesmo tentaram justificar os ataques que vitimaram crianças, idosos e mulheres. O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, adotou essa postura ao afirmar que “a ocupação prolongada dos territórios palestinos e a incapacidade dos fóruns internacionais de fazer cumprir as resoluções da ONU são o contexto para entendermos esse novo capítulo de um processo de violência que jamais poderia ser tolerado”.

O assessor especial do presidente para questões internacionais, Celso Amorim, seguiu na mesma linha ao condenar os ataques a civis, mas acrescentou que eles não foram um ato isolado. Ele afirmou: “vêm depois de anos e anos de tratamento discriminatório e violência, não apenas na Faixa de Gaza, mas também na Cisjordânia”.

Essa inversão de valores é preocupante. Colocar a culpa pelo ataque terrorista em Israel e na comunidade internacional é distorcer a realidade. Isso expõe a dificuldade da esquerda brasileira em se posicionar no conflito entre israelenses e palestinos.

Defender a existência tanto do Estado de Israel quanto do Estado da Palestina está alinhado com a doutrina diplomática brasileira, conforme estabelecido pela resolução da ONU de 1948. No entanto, ter uma postura simpática com grupos fundamentalistas como o Hamas e o Hezbollah, cujo objetivo é suprimir Israel pela violência, é completamente diferente.

No momento atual, devemos manifestar solidariedade a Israel e reconhecer seu direito à autodefesa desde que sua resposta seja proporcional e esteja dentro do direito internacional. O Hamas é um obstáculo para a paz. A existência de um Estado palestino sob seu controle colocaria em risco a segurança de Israel. Sem garantias de que isso não acontecerá, os palestinos não terão assegurado seu direito a um Estado próprio, como determinado pela resolução da ONU.

O Brasil poderia desempenhar um papel positivo na busca pela redução do conflito, principalmente agora que ocupa a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU. Bastaria seguir fielmente à doutrina diplomática brasileira, que defende a existência dos dois Estados e acompanha a condenação ao terrorismo por parte da ONU.

No entanto, o governo brasileiro falha em ser imparcial e não consegue esconder sua simpatia por um dos lados, neste caso, os palestinos. Ao tomar partido, assim como aconteceu na invasão russa à Ucrânia,

Original article posted by Fox News